O Fio Máquina é um produto siderúrgico semifabricado, com seção circular, fornecido em bobinas ou rolos contínuos. É a matéria-prima básica para processos posteriores de transformação a frio, como trefilação, laminação ou conformação mecânica. Suas dimensões padronizadas e propriedades mecânicas controladas permitem sua utilização em uma vasta gama de setores industriais.
Com toda uma estrutura de matéria-prima bem definida e com equipamentos de última geração e de alta tecnologia, os tarugos de aço provenientes da aciaria têm sua seção transversal reduzida após serem reaquecidos e passarem pelas gaiolas de laminação.
O Fio máquina é produzido em rolos de diversas bitolas que podem variar de 5,5 mm a 16 mm. Será processado posteriormente por trefilação ou laminação a frio, a fim de se obter vários outros produtos usados na construção civil, para confecção de treliça, tela soldada, colunas, espaçadores. Esse material também pode ser aplicado na indústria para a produção de arames recozidos e ovalados, barra roscada, pregos, dentre outros.
O Fio máquina, de modo geral na indústria, pode ainda ser utilizado para aplicações em agropecuária, eletrificação, cabos, linhas de eletrodomésticos (linha branca), barras para construção mecânica, hastes de amortecedores automotivos, arames para molas helicoidais, esferas de rolamento e outros.
Diâmetros: 5,5 mm a 16 mm
Forma de Fornecimento: Bobinas compactadas, com peso entre 1 e 3 t
Composição Química: Aços baixo carbono (ex.: SAE 1006–1018), médio carbono, ligados ou especiais
Acabamento Superficial: Preto (hot-rolled), decapado, fosfatizado, lubrificado
Propriedades Mecânicas: Resistência à tração: 400–800 MPa (varia conforme grau e tratamento)
Decapagem: Remoção da casca de oxidação (carepa) por imersão em ácido.
Fosfatização: Cria camada de fosfato para melhor aderência de lubrificantes e resistência à corrosão.
Lubrificação/Ensaboação: Facilita processos de trefilação ou estampagem posterior.
Recozimento: Alivia tensões internas, melhora ductilidade e usinabilidade.
Esferoidização: Transforma carbonetos em esferóides para maior conformabilidade a frio.